quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Entrar na escola com o pé direito



Dia de alegria para uns e de receio para outros, o início do ano escolar envolve sempre sentimentos intensos que mexem com o bem-estar dos mais pequenos. O diálogo e a presença dos pais são fundamentais para que os filhos vivam este momento com confiança.

Os pediatras Mário Cordeiro e Maria do Céu Machado e a psicóloga infantil Alcina Rosa respondem às principais dúvidas dos pais. Para que o seu filho comece o ano com o pé direito. E você fique mais descansado.

Como devo preparar o meu filho para o primeiro dia de aulas?

A terapeuta Alcina Rosa aconselha os pais «a valorizar a escola no diálogo com os filhos, mostrando-lhes que o que lá se ensina é importante para compreender o mundo onde vivemos. Podem contar um episódio agradável de quando foram alunos, para inverter um sentimento negativo, explicando-lhes que a ansiedade e a expetativa são naturais em situações de mudança». Por outro lado, Maria do Céu Machado, pediatra, alerta para a importância de «adquirir o material escolar antecipadamente», já que os atrasos podem deixar as crianças mais ansiosas.

É aconselhável acompanhá-lo à escola?

«As mudanças físicas são sempre fatores de stress. Por isso, os pais devem acompanhar a criança quando inicia o ensino pré-escolar, o básico e o segundo ciclo. O início de ciclo tem sempre atividades relacionadas com os pais. É importante que participem.

Do segundo ao sexto ano, os pais devem levá-la à porta da escola, mas não têm de entrar», considera Alcina Rosa. Ao chegar ao sétimo ano, adverte, «a presença exagerada da família começa a ser um fator de constrangimento perante os colegas. A criança pensa que os pais não têm confiança nela e isso não é positivo».

Devo falar sobre a escola no quotidiano?

A psicóloga clínica aconselha «a manifestar interesse pelo dia a dia do filho na escola e pelo seu desempenho. Perguntar-lhe como correu o dia, ver como é o relacionamento com os colegas e a aprendizagem. Há também que lhe criar o gosto pela exigência».

«Não o censurar ou castigar se teve uma nota menos boa, mas perguntar-lhe se ficou contente com o resultado, identificar o que esteve errado e encontrar formas de melhorar», sublinha ainda.

Sapo Crescer

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Trabalhos para Férias! Sim, ou não?



No momento em que dezenas de pais leem este artigo, por certo já outras tantas vezes, lhes ocorreu a célebre questão: “ vão começar as férias e agora?”

Normalmente este “e agora” diz respeito à realização ou não de trabalhos de férias ou de atividades durante este período. 

Ora, é meu dever alertar que, férias são férias caros pais. As férias no seu conceito amplo são para que os alunos possam momentaneamente, ou durante um espaço temporal, fazer outras coisas que não sejam a folha de papel e a caneta ou lápis para de forma repetida retomarem aquilo que, eventualmente, será uma extensão do que durante vários meses fizeram na escola. 

Mas, dirão, assim vão esquecer-se do que aprenderam! 

Esta não é certamente uma situação que reúna consenso. Sou defensor de que os habituais trabalhos de casa têm, ou devem ter, na sua essência uma forma de auto regulação, de responsabilização e organização do tempo. Sem serem um massacre, com conta peso e medida, os famosos T.P.C. são úteis para verticalizar o que atrás foi dito, o tal método de estudo. Até porque o conceito de família deve ser preservado, significando isto que uma criança chega a casa e tem o direito a poder brincar com os seus pais, usufruir de um conjunto de estímulos emocionais e afetivos que permitem também as aquisições académicas na escola. 

De acordo com Alves “O trabalho de casa constitui, para muitos docentes, um dos instrumentos fundamentais para a promoção da qualidade da aprendizagem dos alunos. Quando elaborado com eficácia, pode significar, para os alunos, a aquisição de competências, desenvolvendo a sua iniciativa, a capacidade de se autodisciplinar, a autonomia e a aptidão para gerir o tempo. A execução do trabalho de casa também promoverá cenários de comportamentos de autorregulação e, consequentemente, a melhoria da qualidade do processo educativo”. 

As escolas devem cada vez mais criar as estratégias indispensáveis à realização destes trabalhos. Ora vejamos um caso prático de uma criança que está na escola todo o dia e que depois ainda tem que chegar a casa e realizar um conjunto de trabalhos sem fim. Tal situação, traz, para além da questão familiar acima mencionada, por certo, uma desmotivação plena. A família e a nossa casa não devem ser uma extensão dos trabalhos que se devem realizar na escola. E por isso as Salas de Estudo e o tempo da Biblioteca no final do dia podem ser algumas das soluções para esta questão.

Mas voltemos às férias. São vários meses…muito tempo sem escola. No entanto o importante não é bombardear as crianças com atividades pedagógicas para as férias. O importante é que a criança mantenha o seu cérebro ativo; que possa continuar com o seu pensamento em atividade conseguindo uma estimulação plena. Assim, importa ressalvar que as atividades lúdicas e práticas, multissensoriais, associadas à pedagogia, são as indicadas para este período. Portanto, atividades técnico-pedagógicas de estimulação neuro-cognitiva. 

A realização de trabalhos, sejam eles no decorrer do ano letivo, sejam no período de férias, favorecem a manutenção de rotinas. No entanto, repito, com equilíbrio; sem mecanização e excesso, pois permitirão a consolidação de conhecimentos cognitivos adquiridos, através de caminhos de autorregulação, não constituindo uma desmotivação. 

Os trabalhos de casa permitem ainda ao aluno experimentar o erro; este erro só é detetável se estes mesmos trabalhos forem, no dia seguinte à sua realização, corrigidos pelo professor em sala de aula para que a criança perceba o que pode mudar nas suas aprendizagens e o professor na sua metodologia de ensino. Só desta forma os T.P.C. podem ter um caráter pedagógico e aceitável. Caso contrário tornam-se chatos, maçadores, “uma seca”, como os nossos filhos habitualmente lhes chamam. 

De acordo com uma notícia do Jornal i e com uma “ investigação realizada pela Universidade Autónoma de Madrid, conclui que fazer trabalhos de casa funciona “se forem revistos e corrigidos na aula” e se existir uma “distribuição diferenciada” consoante o desempenho dos alunos. Os autores do estudo, F. Javier Murillo e Cynthia Martínez-Garrido, assinalam que os trabalhos de casa são “uma ferramenta útil para aumentar as oportunidades de aprendizagem dos estudantes”, se respeitarem as condições referidas. Murillo e Martínez-Garrido chamam a atenção para a importância dos alunos serem informados do resultado dos trabalhos de casa, “do sucesso obtido e dos aspetos a melhorar”. 

Torna-se difícil nos dias de hoje levar uma criança, num dia de sol maravilhoso, onde a natureza lá fora nos diz que o descanso chegou, a sentar-se numa cadeira para realizar um conjunto de exercícios de matemática ou de português. 

A Leitura, contudo, é imprescindível e como tal devemos ajudar os nossos filhos na escolha de uma obra de referência para que tal hábito se mantenha, mesmo nas férias. Esta Leitura, a par da realização de jogos de estimulação, são a situação ideal neste maior período de descanso.

Não nos podemos esquecer que as atividades motivadoras geram maior disponibilidade do nosso cérebro para as mesmas. 

O ato de aprender requer um conjunto de capacidades intactas e desenvolvidas de tal maneira que este processo decorra com a máxima normalidade possível ou desejável. Aprendemos pela vantagem cognitiva, é um facto, mas não podemos esquecer que esta aprendizagem tem que ser motivadora, despertar sensações de prazer no cérebro. É este cérebro que nos controla em todas as nossas atividades do dia-a-dia e que gere as nossas emoções também no momento de aprender.

Recentes estudos com Ressonância Magnética Funcional vieram comprovar que quanto mais motivadora for a atividade apresentada ao aluno, maior ativação de regiões acontece no cérebro. Ora, tal constatação permite-nos inferir que as atividades apresentadas aos alunos não podem ser só pedagógicas devendo trazer uma componente motivacional, como se apresenta por exemplo no Programa de Neurociência – Intervenção em Leitura e Escrita. (www.serdislexico.com) Este manual é sem dúvida uma excelente opção para as férias com os nossos filhos, promovendo uma forma de aprendizagem no que se designa de ambiente rico, estruturante e motivador. 

Assim, depois do merecido descanso que pode mediar entre o término das aulas e um mês e meio, é importante que as nossas crianças percebam que existem regras de ouro nesta questão dos T.P.C que passam por: 

1- Estabelecer horários: conjuntamente os pais e os seus filhos estabelecem a rotina dos dias para que as crianças possam contribuir para a organização das tarefas, tornando este momento em algo agradável; 

2- Organizar o local da realização dos trabalhos: devem existir condições razoáveis para a realização dos trabalhos que permitam à criança a organização do seu espaço e a escolha do local sem barulho ou distrações. 

3- Brincar: este é um momento muito importante também, pois ajuda a criança a libertar as suas tensões e a perceber que os seus tempos “livres”, de férias, não são só de trabalho. O momento da brincadeira deve ser escolhido pela criança e não pelo adulto, pois este é um momento para brincar! O adulto será o mediador. 

4- Descansar: um sono reparador é sem dúvida alguma um referencial a não esquecer. O nosso cérebro torna-se mais ativo e ávido de conhecimento se o descanso existir. Aliás, é durante o sono que o nosso cérebro consolida todas as aquisições recebidas durante o dia; 

Para além destes quatro pontos fundamentais é importante que os pais entendam que o acompanhamento de todas estas tarefas é fundamental mas sem lhes atribuir um caráter de tal forma excessivo a ponto de provocar discussões e situações emocionais regressivas. 

Os trabalhos de casa bem como os das férias devem, portanto, revestir-se de cautela na quantidade e na qualidade. Na quantidade por não poderem e não deverem ser em excesso sob pena de se tornarem desmotivantes; na qualidade por poderem e deverem ser estimulantes e motivadores para os nossos filhos, associando o que de melhor a Neurociência nos tem demonstrado. 

Boas férias e…bom descanso! 

Rafael Silva Pereira – rafael.pereira@clinicadadislexia.com 
Especialista em Dislexia e Dificuldades de Aprendizagem

Texto retirado de Sapo Crescer

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Exposição solar: Os maiores erros que se podem cometer com as crianças


Por muito que, anos após anos, se multipliquem apelos e massifiquem campanhas que apelam à necessidade de uma protecção solar eficaz, a verdade é que continuam a ver-se pais e educadores que pouco ou nenhuma ligam a essas recomendações.

Outros limitam-se a ter esse tipo de cuidados na praia e esquecem-se de proteger os filhos quando vão passear ou brincar ao sol. A dermatologista Manuela Cochito aponta os três principais erros mais cometidos pela generalidade dos pais. Evite-os a todo o custo. Não brinque com o sol e muito menos com a saúde do seu filho!

Demasiada exposição solar

As crianças até aos três anos não devem ser expostas directamente ao sol. Segundo Manuela Cochito, dermatologista, «até essa idade, tolera-se que as crianças vão um pouco à praia, no princípio da manhã ou ao final da tarde, sem serem despidas e sem saírem da sombra».

Além disso, segundo a especialista, todas as crianças «devem usar chapéus com pala (para proteger o rosto e, particularmente, o nariz) e protecção da nuca. Daí para a frente podem começar a fazer mais exposição solar, de forma muito progressiva e com muito bom senso».

Pensar que estão completamente protegidas à sombra não está correto. «A sombra, ainda que recomendada, também queima, tal como os dias de nevoeiro», refere a dermatologista.

(Fonte: Sapo Crescer)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O seu filho vê muita televisão?


A American Academy of Pediatrics recomenda que crianças com menos de dois anos não vejam televisão e que a partir dos três assistam, no máximo, a duas horas por dia.

Não respeitar estas regras pode ter um impacto negativo no desenvolvimento infantil, concluiu um estudo norte-americano.

Segundo a investigação realizada com mais de três mil crianças com três anos, as que viam televisão em excesso apresentavam maior risco de ter um comportamento agressivo. O efeito parece ocorrer também em crianças que não estão expostas diretamente ao aparelho. Os autores dizem existir três explicações:

1. As crianças que assistem sistematicamente a atos de violência tornam-se insensíveis aos mesmos.

2. Pais que não impõem limites no que toca à televisão provavelmente também não definem regras noutras áreas da educação, como o tempo de sono.

3. Enquanto veem televisão, as crianças não participam em outras atividades, como brincar, que beneficiam o seu desenvolvimento social.

(Fonte: Sapo Crescer)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Crie um cantinho de leitura



Desde muito pequeno, Tomás sempre odiou livros. Mal lhe punham um nas mãos, reclamava logo.

«Livros, não! Livros, não!», berrava. A pouco e pouco, os primos foram-lhe oferecendo alguns, primeiro de pintar e depois de colagens.

Enquanto o faziam, foram aproveitando para brincar com ele e com os livros, de uma forma quase discreta, como se fossem parte integrante de um jogo. Hoje, os livros continuam longe de ser um dos brinquedos de eleição de Tomás, mas já não lhe causam a mesma repulsa. Antes pelo contrário. Até já perde (algum) tempo a explorá-los!

Ler, mesmo sem saber, é mesmo fundamental para o desenvolvimento da criança. Apresente-a aos livros e estimule-a a interagir mais com eles! Consoante as oportunidades que lhe são oferecidas, as crianças começam desde muito cedo a ter uma leitura do mundo, pessoal e exclusiva.

Primeiro, surge a vontade de rabiscar folhas de papel, a seguir chegam os desenhos mais ou menos perfeitos e, a par com a escrita, vem a leitura. Aliás, o primeiro contacto com os livros, nem que seja visualmente e através do toque, deve ocorrer muito antes de irem para a escola.

Quando atinge os sete meses, a criança já consegue apreciar os momentos que passa na companhia dos livros, que os pais podem fomentar através de obras específicas, adequadas a cada idade. Aquilo que, à primeira vista, pode ser interpretado como mais uma brincadeira, envolvendo objetos de cores vivas, transforma-se num meio de aprendizagem muito útil.

Uma vez desperta a atenção e o interesse tátil das crianças pelos livros, torna-se possível desenvolver várias áreas intelectuais, como é o caso da imaginação, criatividade, expressão de ideias, reflexão, a curiosidade e o prazer de adquirir novos conhecimentos.

Livros encantados

A leitura interage no processo de construção do pensamento e estimula a aprendizagem. O folhear de livros, desde cedo, para além de desenvolver a criatividade, permite que as crianças entrem em contacto com as personagens das histórias de uma forma lúdica.

As fábulas e os contos de fadas, príncipes e princesas facilitam o desenvolvimento do imaginário, ajudando à expressão de ideias. Desta forma, o objetivo da literatura infantil é o entretenimento, aprendizagem e, claro, criar futuros fiéis leitores.

A cada dia que passa, o envolvimento com aquilo que se lê é cada vez maior, proporcional à maturidade que vão ganhando. Quando a criança é muito pequena, o manuseio de folhas com histórias é feito com a ajuda de desenhos que, de forma explícita, apoiam o conteúdo escrito.

Esta chamada de atenção serve como um convite que lhe proporciona interesse e prazer. A tradição de ler uma história à criança antes dela adormecer, mais do que uma forma de colorir-lhe os sonhos, ajuda-a a visualizar outros cenários e realidades que não a sua.

Graças à imaginação, pouco depois, ela conseguirá repetir-lhe a história favorita, folheando o livro como se já percebesse as letras até passar à fase seguinte. Quando aqueles sinais pretos escritos nas páginas deixam de ser um mistério. Aí será ela a juntar as letras e a dar rumo à história. 

O vício do livro

A aprendizagem do alfabeto e da leitura vai além da simples descodificação, uma vez que é feita uma interpretação, assimila-se a mensagem e o contexto em que se insere. Deve ser por isso um trajeto coletivo, sempre percorrido através de estímulos e motivações constantes, adequadas às preferências dos mais pequenos. A consciencialização dos sons constitui um passo importante para o reconhecimento das letras, palavras e o seu significado. 

Nos primeiros dois anos de vida, a criança deverá manusear livros coloridos, de várias texturas e espessuras e cada vez há mais livros de formatos fora do comum e visualmente estimulantes. Sugerem-se as brincadeiras no banho, utilizando-se livros em versões impermeáveis. A esta fase pode chamar-se o «namoro» com a linguagem escrita.

Dos três aos cinco anos pode ser aplicado um vasto leque de jogos linguísticos recorrendo aos livros, que os próprios pais poderão criar e que contribuem para o aumento do vocabulário, para a consciencialização de fonemas (sons) e das letras (grafemas) que os representam.

Pais leitores

É nesta etapa que a criança tende a copiar os modelos adultos, por isso, o exemplo dos pais e familiares que a rodeiam é de extrema importância.

Por outro lado, agem em busca da atenção por parte do adulto, preocupando-se em agradar.  O acompanhamento é solicitado inconscientemente e deve ser dado, mesmo quando não parece ser preciso.

Folhear com ela as páginas, responder a todas as dúvidas, corrigir os erros à medida que surgem, promover a leitura em voz alta são também medidas a adotar. Aos seis anos já é notório o progresso geral do desenvolvimento linguístico, assim como a socialização.

A sua construção mental começa a desenvolver-se a um ritmo mais rápido. As crianças já são capazes de observar imagens, têm uma nova noção dos seus esforços, exploram e captam as suas próprias atividades. Depois dos sete anos as capacidades de representação atingem contornos mais significativos.

As operações mentais são concretas. A comunicação verbal é alargada. A partir daqui, é perfeitamente oportuno proporcionar-lhes uma leitura que estimule o seu pensamento crítico. A seguir, o acompanhamento deve permanecer... sempre! Com todo o prazer. 

(Fonte: Sapo Crescer)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Hiperatividade: Identifique os principais sintomas e aprenda a reagir


Os mais pequenos têm uma energia que chega a ser desesperante.

A Desordem por Défice de Atenção com Hiperatividade (DDAH), mais conhecida por hiperatividade, é uma perturbação do comportamento, de origem neurológica.

Este problema, que afeta muitas crianças, provoca falta de atenção e incapacidade em controlar determinadas atitudes na maioria das vezes confundidas com falta de educação.

Embora esta problemática comece por criar dificuldade na aprendizagem e na adaptação ao meio nos primeiros anos de vida, a sua incidência é de cerca de 3-5% nas crianças em idade escolar e afeta mais os rapazes do que as raparigas. Muitas vezes, prolonga-se pela vida adulta (em 30 a 50% dos casos).

Causas

As investigações mais recentes demonstram que pode ser causada por desequilíbrios bioquímicos no sistema nervoso.

Sintomas

Falta de atenção e de autocontrolo (impulsividade), atividade motora inadequada ou excessiva, mudanças bruscas de ânimo, agressividade, desobediência... Nenhuma destas manifestações deve ser confundida com má educação.

Tratamento

Consiste em combinar a terapia comportamental com a farmacológica, para ajudar a criança a corrigir o seu comportamento e a aumentar a sua capacidade de concentração. Ainda não se conseguiu determinar com exatidão qual a origem desta doença, mas pensa-se que não seja provocada nem pelo tipo de educação recebida pela criança, nem pelo ambiente em que vive.

Prémios e castigos

O apoio educativo no ambiente familiar é fundamental para ajudar a modificar o comportamento de uma criança hiperativa. É muito eficaz premiá-la quando se porta bem e castigá-la quando se porta mal.

Os seus jogos favoritos, as suas atividades preferidas ou as refeições de que mais gosta são boas moedas de troca.

Grupos de apoio

Partilhar experiências com outras pessoas afetadas pela doença pode ser muito útil para ajudar não só a criança como os pais.

(Fonte: Sapo Crescer)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Ómega-3 melhora a capacidade de aprendizagem


O consumo regular de ómega-3 estimula as capacidades de aprendizagem das crianças.

Os alimentos ricos em ácidos gordos DHA (ácido docosahexanóico), como o ómega-3, têm efeitos positivos sobre as funções cerebrais associadas à memória dos mais novos. Esta é uma das conclusões de um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition.

«A ingestão de DHA está associada à saúde do cérebro, contribuindo para o normal desenvolvimento do cérebro dos fetos, bebés e crianças pequenas», sublinham os autores do estudo. Os peixes gordos, como é o caso do salmão, são a melhor fonte de ómega-3, essencial ao bom funcionamento do organismo. Nos últimos anos, começaram também a ser comercializados leites enriquecidos com ómega-3.

(Fonte: Sapo Crescer)